FAQ

O que é sustentabilidade?

Podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem-estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana.

Assista o video.

Qual a diferença entre ser sustentável e não ser sustentável?

Um produto ecológico é o que tem em sua concepção a preocupação em manter a biodiversidade. Isto é, são produtos que possuem na cadeia produtiva o princípio de não gerar grandes alterações no equilíbrio do ecossistema; Se estivermos falando de tintas, por exemplo, apenas os índios produzem de maneira sustentável. Afinal, eles utilizam os recursos naturais sem desequilibrar a fauna e flora da região.

Já as etiquetas verdes, dizem respeito ao cuidado da empresa com a redução de impactos como um todo. Não só com as consequências para o ecossistema. Também se preocupa, por exemplo, em fazer investimentos em eficiência energética e reduzir o desperdício de água durante o processo de produção. Além disso, existe uma preocupação com a saúde dos usuários. A intenção é de que o produto não cause danos aos seus consumidores.

No caso de produtos sustentáveis, a preocupação diz respeito a algo que, além de cumprir os requisitos verdes, também prese a qualidade. Há investimentos em questões como durabilidade e resistência. Quando a empresa se compromete com a sustentabilidade ela pensa em todo o ciclo de suas atividades, explica Figueiredo. Inclusive em sua forma de gestão, respeitando também a legislação social, ambiental e trabalhista.

O que eu ganho com a sustentabilidade?

Ser ou não ser sustentável, eis a questão. Afinal, uma pergunta que sempre se coloca para qualquer empresário é “O que eu ganho com isso?”. Embora exista resistência quanto ao tema da sustentabilidade no meio empresarial, a adoção de diretrizes de sustentabilidade na gestão de uma empresa mostra-se cada vez mais crucial, inclusive se torna oportunidade de novos bons negócios.

A relutância de muitos empresários fundamenta-se na ideia de que sustentabilidade é origem de custos e que não rende lucratividade. As ações não são encaradas como um investimento. Em pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), apesar das vantagens, apenas 46% das micro e pequenas empresas brasileiras acreditam que o investimento em sustentabilidade pode gerar ganhos financeiros.

A pesquisa examinou os setores de Comércio e Serviços (50%), Indústria e Construção Civil (46,0%) e Agronegócios (4,0%). Dos 3.912 empresários entrevistados, 80,6% confirmaram o controle do consumo de água, 81,7%, o consumo de energia, 70,2% a realização da coleta seletiva e 72,4% o consumo de papel.

Mais da metade das empresas, porém, informou não ter o hábito de usar materiais recicláveis nas produções, 83,4% não reutilizam água e 50,9% não reciclam lixo eletrônico ou pneus. Desenvolver produtos que reduzam o consumo de energia, recursos naturais e provoquem menos impactos ambientais é a tendência que concilia bons negócios com sustentabilidade.

Por sua vez, a Universidade de Harvard, nos EUA, realizou uma pesquisa sobre o desempenho as maiores empresas do mundo, entre 1992 e 2010, considerando a adoção de políticas sustentáveis. A pesquisa elencou as 27 posturas sustentáveis mais adotadas no meio empresarial. Dentre elas, eficiência energética, redução de emissão, respeito aos direitos humanos e transparência de informações. A partir disso, as empresas foram divididas em dois grupos: alta sustentabilidade, com mais de 10 posturas sustentáveis desde os anos 1990; e baixa sustentabilidade, com menos de quatro políticas inseridas nos anos 2000.

Eis a resposta que deve quebrar paradigmas ou preconceitos no meio empresarial. O resultado revelou que o comprometimento ambiental assegurou o dobro da rentabilidade líquida e a mínima desvalorização durante a queda das bolsas. A que se deve esse alto desempenho?

Segundo a pesquisa, a liderança baseada no diálogo entre as partes interessadas, as metas sustentáveis sob a responsabilidade da diretoria e os investimentos de longo prazo parasatisfazer os consumidores são alguns pilares que endossam a eficiência de mercado. Vale dizer que a iniciativa, nesses casos, foi das próprias empresas.

Um exemplo de que ganho econômico combina com sustentabilidade advem do programa pioneiro de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), implantado pela Prefeitura de Nova York aos agricultores das Montanhas de Catskill. A estratégia aponta que os protetores de áreas naturais – sejam eles governos, organizações não-governamentais ou particulares – devem ser reconhecidos pela conservação das terras, pois os serviços ambientais das prestados em suas propriedades (que é principalmente a conservação da qualidade da água na região de nascentes) beneficia toda a sociedade. Nesse caso, a cada dólar pago pela manutenção da qualidade ambiental nas áreas de nascentes, foram economizados sete dólares no custo do tratamento da água.

Os números surpreendem positiva e negativamente, ora pelos dados de experiências estrangeiras que demonstram as oportunidades de ganhos econômicos ao investir em sustentabilidade, ora devido à resistência e ausência de uma cultura consolidada no meio empresarial brasileiro, especialmente no universo de pequenas empresas. De todo modo, as práticas de gestão para a sustentabilidade precisam ser aprimoradas e desenvolvidas. Cabe aos empresários fazerem a escolha pela sustentabilidade que traz, sim, lucro.

Sustentável é mais caro?

Na verdade, essa resposta não pode ser dada de forma simples, sem uma explicação. E por quê? Simplesmente porque essa conta deve ser feita considerando outros aspectos além do seu custo de fabricação.

É óbvio que os produtos sustentáveis, por terem mais itens que os tradicionais, tendem a custar mais, porém, se analisarmos todo o processo, mais o ganho no custo pós-utilização, o resultado se inverte e passa a ser favorável aos produtos sustentáveis.

Para transformar um produto tradicional em sustentável primeiro temos que entender as características do negócio, qual o seu potencial de impacto no meio ambiente e qual a possibilidade de mudança que possa adequá-lo ao conceito da sustentabilidade. Quanto maior o número de variáveis envolvidas nessa equação, maior a sua possibilidade de transformação.

Para poder entender as vantagens de um produto sustentável e avaliar o seu custo x benefício, deve-se estudar o assunto em uma perspectiva mais ampla, levando-se em consideração também os outros dois aspectos da sustentabilidade, além do econômico, que são o social e o ambiental.

Na grande maioria das vezes, os empresários, quando fazem a análise dos seus negócios, consideram somente os aspectos econômicos e financeiros. Para eles o objetivo é aumentar o lucro ao máximo, e tudo que for considerado acessório deve ser eliminado.

Como a sustentabilidade é uma preocupação recente, e ainda não foi totalmente entendida pelo consumidor, este não está disposto a pagar mais por ela. E esse é o problema: se não há demanda, não há escala, e sem volume os custos de produção são maiores, aumentando sensivelmente o produto final.

Soma-se a essa situação um ambiente de crise como o atual, em que, por razões óbvias, corta- se tudo o que é possível para preservar o negócio. Como me disse um consultor, em época de bonança discute-se estratégia, na crise, gestão de custo. Assim, muito provavelmente, os itens de sustentabilidade também seriam cortados.

O que não está errado, numa análise pela ótica financeira, mas está totalmente equivocado pela visão de preservação do meio ambiente e do nosso futuro. Focando o momento atualpode ser uma solução viável, porém, a médio e longo prazo é suicídio coletivo.

Como mudamos isso? Conscientizando as pessoas de duas verdades: a primeira é que a sustentabilidade é, sim, essencial, necessária e de grande valor, e a segunda é que ajuda a viabilizar o negócio.

O conceito de valor trata de algo que é relativo. Só há valor se houver a percepção de alguma necessidade importante em determinado momento e situação. Por exemplo, um copo de água no deserto tem um valor muito maior que o mesmo copo de água no escritório.

No caso da sustentabilidade, a percepção de valor se dará quando, em função da sua ausência, for gerada uma sensação de falta ou perda na qualidade de vida e perspectiva de futuro das pessoas. Portanto, o reconhecimento do valor da sustentabilidade deverá crescer muito nestes próximos anos, na medida em que as pessoas entenderem sua importância.

Os negócios sem sustentabilidade não se perpetuarão, pois a vida das pessoas será fortemente prejudicada. Por outro lado o lucro de um negócio sustentável, por estar em linha com o futuro e o bem-estar das pessoas, será duradouro e do interesse de todos os participantes.

Entendemos melhor a importância da sustentabilidade nos negócios quando quebramos alguns paradigmas. Primeiramente quando a consideramos como investimento e não como custo. Depois, quando esperamos um retorno a longo prazo em vez de curto prazo. E por último quando consideramos o ganho de imagem como parte do lucro, reconhecendo o seu papel de catalisador do negócio.

Para que todas essas mudanças aconteçam será necessário repensarmos nosso entendimento de como vivemos até hoje em sociedade, e como as pessoas, empresas e governos interagem.

As verdades de ontem não valem para o mundo que está nascendo, que só terá futuro se o fizermos sustentável. Portanto, o custo da sustentabilidade não será medido por cifrões e sim pela nossa disposição de construir um futuro digno e um mundo muito melhor.

O que é Eguarani?

Aqüífero Guarani é o maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo. Está localizado na região centro-leste da América do Sul, entre 12º e 35º de latitude sul e entre 47º e 65º de longitude oeste e ocupa uma área de 1,2 milhões de Km², estendendo-se pelo Brasil (840.000l Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina (255.000 Km²).

Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3 da área total), abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Localização do Aqüífero Guarani

Esse reservatório de proporções gigantescas de água subterrânea é formado por derrames de basalto ocorridos nos Períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo Inferior (entre 200 e 132 milhões de anos). É constituído pelos sedimentos arenosos da Formação Pirambóia na Base (Formação Buena Vista na Argentina e Uruguai) e arenitos Botucatu no topo (Missiones no Paraguai, Tacuarembó no Uruguai e na Argentina).

A espessura total do aqüífero varia de valores superiores a 800 metros até a ausência completa de espessura em áreas internas da bacia. Considerando uma espessura média aqüífera de 250 metros e porosidade efetiva de 15%, estima-se que as reservas permanentes do aqüífero (água acumulada ao longo do tempo) sejam da ordem de 45.000 Km³.

O que são materiais sustentáveis?

Alguns produtos podem ser considerados sustentáveis por gerar menos perdas, por serem recicláveis ou mais duráveis. Outros porque contêm menos substâncias prejudiciais ou tóxicas, ou porque seu processo de produção consome menos energia.

Os produtos que geram renda para cooperativas, artesãos ou comunidades de baixa renda também são considerados sustentáveis.

O que é um produto sustentável?

Para decidir qual produto é preferível em termos ambientais, os cientistas consideram necessário que sempre se faça uma comparação dos impactos ambientais dos produtos ou processos concorrentes por meio da análise de seus ciclos de vida.

O produto sustentável é aquele que apresenta o melhor desempenho ambiental ao longo de seu ciclo de vida, com função, qualidade e nível de satisfação igual, ou melhor, se comparado com um produto-padrão.

No Brasil, existem alguns tipos de produtos sustentáveis que apresentam uma ou mais combinações dos seguintes diferenciais:

Origem e forma de exploração da matéria-prima

Produtos que possuem como matéria-prima recursos provenientes do manejo sustentável, ou seja, respeitando critérios ambientais e sociais preestabelecidos, que garantem a renovação natural dos ecossistemas.

Exemplos: O manejo sustentável das florestas garante a preservação da mesma enquanto gera recursos financeiros. Aqui também se encontra toda a linha de orgânicos.

Produção

Neste grupo existe uma grande variedade de fatores, todos voltados à busca da redução de matérias-primas e recursos na sua fabricação ou na utilização de materiais alternativos e/oureciclados.

Este grupo possui uma ampla gama de alternativas: eliminação do uso de produtos tóxicos, diminuição dos resíduos gerados no processo produtivo, uso de material reciclável como insumo na produção, produtos que preveem a reutilização de embalagens (refil) etc.

Produtos ecoeficientes

São aqueles que têm operação mais eficiente, ou seja, utilizam menos recursos (tais como energia, água, entre outros) durante sua utilização.

O Selo Procel tem por objetivo orientar o consumidor no ato da compra, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cadacategoria, proporcionando assim economia na sua conta de energia elétrica.

Produtos que geram renda para pequenos fornecedores e comunidades de baixa renda

Existe um grande número de produtos e serviços que são manufaturados por pequenos fornecedores e comunidades de baixa renda, a fim de gerar recursos financeiros para a manutenção dos mesmos. Estas pequenas empresas e organizações enxergam o varejo como um excelente parceiro, que viabiliza a remuneração de seus produtos ou serviços.

 

 

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